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11/05/2008 16:23
O VERDUGO DOS MILITARES
Ainda atordoado com a resposta da Ministra Dilma Rousseff, Agripino Rabo de Palha Maia para entender a alcunha de Rabo de Palha recomendo a revista Caros Amigos edição 133 de abril desse ano discursou na quinta-feira (08/05/2008) do plenário do Senado para relembrar um pouco de sua história na vida pública, enaltecendo a si mesmo. Fiquei comovido com a narração mnemônica sobre a forma heróica como o "Rabo de Palha" egresso da Arena se desvencilhou dos militares e foi o "primeiro" governador nordestino a apoiar a impoluta postulação de Tancredo Neves a presidência da República. Como testemunhas da verossimilhança de sua odisséia, ato exemplar de desprendimento pessoal, desprovido de qualquer tipo de ambição e dum civismo e patriotismo nunca dantes visto chegaria, eu, a dizer que se trata mais que uma odisséia, mas sim de uma imolação , arrolou os nomes de Garibaldi (não o Giuseppe, mas o de sobrenome Alves, hoje presidente de nossa Câmara Alta) e do califa do Maranhão, José Sarney (santo Deus, dois paladinos da democracia). Agripino do alto de sua modéstia concluiu que sem seu aval a Frente Liberal não se consumaria e ainda estaríamos vivendo o jugo do estado de exceção. Desta feita foi ele o verdugo dos militares e a subjugação foi enfim prosternada. Ao terminar seu pronunciamento enxuguei as lagrimas de meu pranto e postei-me a rogar por misericórdia a Deus por existir debaixo do firmamento povo tão ignóbil e uma nação que se nega a reconhecer seus próceres egrégios. A minha ilação para expiar tanto sacrilégio foi de que deveríamos erguer em cada rincão desse país uma praça com o nome do nobre senador. O nosso Thomas Jefferson tupiniquim.
enviada por hudson
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