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13/04/2008 16:38
UM DEBATE PARA O BRASIL
O Copom se reunirá a partir do dia 15 desse mês e já ameaça, a revelia da sociedade, elevar a famigerada taxa Selic, atualmente em 11,25% ao ano.
Esse órgão, Comitê de Política Monetária, composto por sete cavalheiros presidente mais seis diretores do Banco Central jamais primou pela democracia em suas decisões. Ao contrário, age reiteradamente de forma a expressar-se como ser autonomo , embora nossa constituição não cite essa autonomia, e de forma arbitrária e autoritária. Todavia suas decisões têm impacto direto sobre a vida de todos os brasileiros. É desnecessário dizer, pela sua obviedade, que esse assunto é de interesse nacional, porém o governo mostrasse refém dos compromissos assumidos com as elites dominantes ainda antes da sua primeira eleição em 2002, vide Carta aos Brasileiros de não alterar o quadro macroeconômico, enquanto a oposição farisaica conservadora passa ao largo desse debate, como se simplesmente não houvesse tal debate.
É sempre bom lembrar que o presidente do Banco Central que atualmente tem status de ministro-de-estado é digno e legitimo representante do grande cassino, ou seja, o mercado financeiro internacional, ex-presidente do Bank of Boston, além de ter sido o deputado federal mais votado de Goiás em 2002 não sem antes ter realizado a campanha mais cara da historia daquela unidade federativa . Ah e sim, foi eleito pelo PSDB.
Pois bem o Copom enfatizou na ata de sua última reunião a preocupação do BC com o crescimento da demanda interna, o que no seu entender pressionaria preços e estimularia inflação. O remédio então não é outro além do ortodoxo aumento da taxa de juros.
Esquecendo as disputas partidárias, podemos definir que isso sim é um debate para o país e não dossiês ou cartões corporativos mesmo porque paira sobre a mídia um silencio ensurdecedor sobre os tais cartões corporativos de Serra e Aécio.
No entanto a base do governo ou concorda com a política do Copom ou se deixa resignar a ela. De outro lado o bloco de oposição fariseu conservador liderado pela aliança tucano-demos e os liqüidacionistas do PPS, parece em nada preocupado com os rumos que o Copom ditará para a economia do país.
Pudera, o BC leva a cabo a mesma política econômica do magnânimo FFHH.
Para essa oposição o importante é pousar de vestal, paladino da justiça e defensor da moral e dos costumes enquanto usa de chantagem contra o governo e o impede de governar para os mais pobres nem que para isso tenha que recorrer ao Supremo Tribunal Federal e se esforça para manter intactas as políticas que beneficiam a alta burguesia nacional atrelada aos interesses do capital internacional.
Na verdade essa oposição farisaica não tem projeto para o Brasil a não ser aquele que o todo poderoso deus Mercado ditar. Ademais seria um sacrilégio não ouvi-lo ou heresia ensaiar algo que o contra-diga. Tudo ao deus Mercado e sua mão invisível. Invisível como projeto tucano-demo para o Brasil.
enviada por hudson
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